Acompanhe o US Open aqui, ao vivo. Aproveite a promoção. É só clicar no link abaixo e se divertir:
http://www.usopen.org/en_US/scores/index.html?promo=subnav
Cara, o jogo do Ferrero contra o Tipsarevic deve estar demais. O sérvio ganhou o primeir set, 7-5, e Ferrero, el guerrero, empatou, vencendo o segundo set no tie-break por 7-6 (7-3). Vamos Ferrero!
Rapaz, desculpa falar, mas essa Schiavone, na foto do site oficial do US Open, está a cara do Rod Stewart.
Já essa menina do nome do capeta, Pavlyuchenkova, está com uma foto que parece aquelas de year-book de colégio americano.
Em tempo
É, deu Pavlyuchenkova mesmo. Só pra eu ter que escrever esse nome da desgraça mais vezes. E se eu começasse a chamá-la de Naná, já que o primeiro nome da moça é Anastasia? Vamos combinar assim?
É, deu Tipsarevic mesmo. O veterano Ferrero bem que lutou e endureceu muito o jogo, mas, pelo jeito, acabou o gás no 4º set. Pena. Mas parabéns ao Ferrero que, como diria o Mala, caiu em pé.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Dá-lhe, Givanildo!
É isso aí, Coelho. Fé, minha gente. Fé no trabalho do grande Givanildo. Jogando o fino, o América ontem deu uma sacolada no Vasco, 4 a 1, e agora segue rumo à 16ª colocação do campeonato. Deixem o homem trabalhar, meu povo. Deixem o homem trabalhar que a coisa dará certo. E o América, ano que vem, continuará na primeirona.
Um passo de cada vez. Agora nós encostamos no vice-lanterna Atlético-PR e precisamos alcançar, a longo prazo (não tão longo assim, hein?) o Bahia, que está com 24 pontos, portanto, sete a mais que nóis. O Santos ali é um intruso. Tem uma pá de jogo a menos e vai chegar entre os oito primeiros com certeza. Temos que mirar no Bahia.
Próximos jogos: Inter no Beira-Rio; Avaí em casa e clássico contra o Cruzeiro. Temos que levar sete pontos desses nove. Empate com o Inter e vitória sobre Avaí e Cruzeiro. O Avaí é adversário direto e, portanto, não podemos nem sonhar em não vencer. Se conseguirmos cumprir essa meta, acredito que já estaremos em 17º.
Sou torcedor do América? No, sir. Sou Givanildo Futebol Clube. Chutem a bunda dele e eu vou querer mais é que vocês afundem nas profundezas da quarta divisão.
A Segunda Semana Promete
Definidas as oitavas de final na chave masculina do US Open. Até agora, tudo foi mais ou menos dentro do previsto. Eu só esperava mais de Del Potro e Thomas Berdych. Pensei que os dois poderiam chegar às quartas, mas ambos perderam na terceira rodada. Tudo bem, vão levar 55 mil doletas pra casa.
Sobraram, então, dezesseis tenistas, dos quais quatro são da casa: Isner, Young, Roddick e Fish. Dos quatro, acho que Mardy Fish pode ir mais longe, chegando, quem sabe, até a semi, com uma vitória sobre Federer nas quartas. Tomara que não, porque eu estou torcendo ferrenhamente por uma revanche Djokovic X Federer na semi do US Open. Isner deve bater o Gilles Simon, mas deve parar no Andy Murray nas quartas; Roddick também tem boas chances contra David Ferrer, mas também deve parar nas quartas, diante do Rafa; e o jovem Donald Young, que surpreendeu Wawrinka e Chela, está de parabéns e tudo, é uma boa promessa, se não me engano já foi número 1 do mundo no juvenil e tudo e, chegou até onde dava. Agora pega o Murray e deve dizer adeus.
Ontem eu assisti ao jogo do Andy Murray contra o galã espanhol Feliciano Lopez, que conquistou o coração até da própria mãe do Murray (ela o chamou de Deliciano, vê se pode?). Realmente, o Murray está muito sólido, apesar do susto que nos deu na segunda rodada contra Robin Haase. Impressionante como ele se defende bem, com rapidez e agressividade. O escocês está tinindo e, por isso, aqui faço uma aposta: Murray na final. Acho que nem o Nadal pode pará-lo em seu lado da chave. Vê lá, Murray. Não vai me decepcionar. Estou jogando minhas fichas em você para estar no Arthur Ashe no próximo domingo.
Minha esposa reclamou que eu discrimino o tênis feminino. Ora, ela devia ficar feliz com isso, porque tem muito canalha por aí que só fica de olho nas beldades. torcendo pelas pernas de uma, pelos belos olhos de outra e pra ver aquele shortinho que elas usam por baixo da saia. Ontem, por exemplo, qualquer desses canalhas estaria torcendo pela Kirilenko contra a Samantha Stosur. Afinal, Kirilenko é uma loirinha bonitinha, parece uma bonequinha, enquanto a Stosur é meio bruta, tem um braço maior que a minha perna e cara de poucos amigos.
As duas fizeram um tie-break histórico ontem e, não houvesse a possibilidade do desafio eletrônico, o US Open teria acabado um pouco mais cedo para a Kirilenko, pois, por duas vezes, com a loirinha jogando para salvar um match point, os juízes de linha cantaram fora bolas que tinham ido na linha. A correção foi feita e Kirilenka acabou conseguindo levar o jogo para o terceiro set. E lá não teve jeito, porque a australiana é mais tenista e disso não resta a menor dúvida.
Agora eu vou responder sobre minha preferência pelo tênis masculino. Não é machismo da minha parte. Simplesmente, é verdade, eu gosto mais do jogo do tênis masculino e isso tem uma explicação física. O fato é que as mulheres não tem a força na munheca capaz de dar golpes vencedores com a mesma eficiência que os homens e, com isso, o jogo das mulheres acaba por ser decidido, muitas vezes, em erros da adversária. Poucas vezes eu assisti a um jogo com tantos erros não forçados como a última final de Wimbledon, entre Sharapova e Kvitova. E isso, desculpem-me, irrita um atleta tão conceituado como eu. Faz anos que eu não cometo um erro não forçado ao pegar uma latinha de cerveja, ou um amendoim. Aliás, outro dia eu fiz uma belíssima jogada: fiz um patê de atum com ricota, mostarda e molho inglês, de comer rezando. Minha mulher, que está grávida, quase botou os bofes pra fora só de ver o patê, mas eu me deliciei como nunca.
Aqui, eu gostaria de abrir exceções, pois algumas mulheres me dão, ou davam, muito prazer em ver jogar: Martina Navratilova, Steffi Graf, Monica Selles, Lindsay Davenport e, atualmente, as irmãs Williams, Justin Henin e Kim Clijsters (fiquei muito feliz que as duas voltaram ao circuito). Sharapova me irrita com aqueles gritos insuportáveis e com a quantidade de erros infantis; Ana Ivanovic jogou muito bem por pouco tempo, caiu absurdamente de rendimento e agora vai ter que dançar miudinho pra recuperar a minha admiração (não adianta fazer essa carinha, Ana) e a Caroline Wozniacki, atual número 1, ainda não me convenceu.
Destaques do dia
Os jogos da parte de cima da chave masculina: Nole Djoko-djokovic vs. Dolgopolov; Tipaserevic vs. Ferrero; Tsonga vs. Mardy Fish e Roger Federer vs. Juan Monaco (olha o tenista "nível Saretta" aí, nas oitavas de um Grand Slam, seu idiota).
No feminino, para não me chamarem mais de sexista, teremos os quatro últimos jogos da oitavas, com os seguintes duelos (duelos, hein?): Anastasia Pavlyuchenkova (ô nominho, hein? Tomara que perca logo, porque escrever isso é do capeta) vs. Francesca Schiavone; Serena Williams vs. Ana Ivanovic (jogão!!!!); Caroline Wozniacki vs. Svetlana Kuznetsova (também promete) e, por fim, Andrea Petkovic vs. Carla Suarez Navarro.
A espanhola Navarro, até agora, é a "intrusa" do torneio, pois, sem enfrentar nenhuma cabeça-de-chave, ela foi passando, ao derrotar as "derrubadoras de favoritas". Exemplo, na segunda rodada, Navarro derrtou a romena Simona Halep, que tinha promovido a primeira grande surpresa do torneio, ao tirar a chinesa Na Li logo de cara; na terceira rodada, Navarro derrotou a compatriota Soler-Espinosa, que por sua vez havia derrotado a cabeça 31 Kaia Kanepi, da Estônia. Ou seja, a espanhola chegou às oitavas sem enfrentar nenhuma das 32 tenistas mais bem ranqueadas. Isso raramente acontece no masculino. Entenderam por que eu prefiro o tênis masculino? Não é machismo. Sinto muito, moças. Eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim...
Valeu, Rogerinho.
É, essa segunda semana promete fortes emoções. Vamos aguardar. Antes de encerrar, eu gostaria de dar os parabéns ao Rogerinho. É isso aí, garoto. A sorte ajuda quem trabalha, como diria a vovó Noêmia. Rogerinho lutou bravamente contra o Bogomolov e não desistiu até o fim. Tem gente aí precisando ter umas aulas de fibra contigo, garoto.
É, essa segunda semana promete fortes emoções. Vamos aguardar. Antes de encerrar, eu gostaria de dar os parabéns ao Rogerinho. É isso aí, garoto. A sorte ajuda quem trabalha, como diria a vovó Noêmia. Rogerinho lutou bravamente contra o Bogomolov e não desistiu até o fim. Tem gente aí precisando ter umas aulas de fibra contigo, garoto.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Balanço da Semana
Este final de semana eu terei muito o que fazer, portanto, não aparecerei por aqui. Não adianta chorar, nem se espernear.
Darei, então, uma apanhado geral sobre o mundo dos esportes. Tem pra todo gosto, cumpádi. Mundial de Atletismo, Mundial de Remo, Copa América de Basquete, US Open de Tênis, Grand Prix de Vôlei, Fórmula 1, Campeonato Brasileiro de Futebol, Campeonato Escocês de Arremesso de Tora, Campeonato de Cuspe à Distância da Vila Nhocuné e por aí vai.
Comecei minha saga no domingo, ao assistir à vitória do Vettel na Fórmula 1. Durante a semana, deliciei-me com algumas partidas de tênis, as quais comentei exaustivamente por aqui.
A nota triste do esporte da semana foi o empate sem gols do América-MG contra os refugos do Bahia, lá em Pituaçu (e não Piataçu, Maricota...).
A nota triste do esporte da semana foi o empate sem gols do América-MG contra os refugos do Bahia, lá em Pituaçu (e não Piataçu, Maricota...).
Aproveito para dizer, e eu vou dizer, mesmo que meu amigo Walter, torcedor fanático do Bahia fique vexado comigo. Esse time do Bahia, com Ricardinho, Carlos Alberto, aquele menino que jogava no Botafogo (como chama o caboclo mesmo?), Lulinha (ainda está lá? está machucado? está vivo?) e Cia Limitadíssima, tem destino certo na segunda divisão. Os caras ainda vão e mandam o Jobson embora. Eu sei, o Jobson é complicado e não está certo passar a mão na cabeça do cara pra sempre, mas não precisava ter mandado o cara embora do time. Ele era o único que estava fazendo gol naquela merda, porra.
Quarta-feira eu assisti à heróica reação do Santos no Beira-Rio. Arrancou um empate depois de estar perdendo por 3 a 0 e só não virou o jogo por excesso de preciosismo do Neymar no finalzinho. É, esse time do Santos parece a avó do Nicanor. Tem hora que a véia tá lúcida que só vendo, sendo capaz de discutir sobre marxismo, sobre o K(G)addafi e sobre o campeonato paulista de polo aquático; mas tem hora que ela não fala coisa com coisa, mistura alhos com bugalhos e parece que nem sabe onde está, muito menos para onde vai. É exatamente assim que tem funcionado o time do Santos. De qualquer forma, o jogo foi bom. E esse menino, o Danilo, promete. O garoto joga o fino, rapá.
Olha, acabo de saber que papai Joel foi demitido do Cruzeiro. Pena. Ah, e o nome da "fera" do Bahia, que saiu corrida do Botafogo, é Fahel. Bom, segundona eu volto a falar umas besteiras. Segundona eu falo dos jogos do US Open que eu conseguir assistir e do campeonato de arremesso de tora, é claro McLabel, como sempre, é o favorito, mas McShot pode surpreender e McLiqcuor corre por fora. Bom fim de semana a todos e a todas.
Em tempo
Todos os brasucas dançaram nas duplas, inclusive a nossa maior esperança de bom resultado, Marcelo Girafa Melo e Bruno Soares. Uma pena. Oxalá proteja Rogerinho.
Aula de Tênis
O argentino Carlos Berlocq estava andando pela rua quando viu um anúncio colado no muro: ensino a jogar tênis em 1h30. Esteja no complexo de Flushing Meadows, no bairro de Queens, Nova York, Arthur Ashe Stadium, quinta-feira, 1º de setembro, por volta das 20h. Assinado: Novak Djokovic.
Ninguém cairia naquela propaganda enganosa, mas Carlos Berlocq era um poliana, ele acreditava no lado bom das pessoas e, por isso, resolveu conferir. Lá chegando, deu de cara com um imponente estádio e ficou um pouco intimidado. Mas resolveu perguntar ao segurança: "Mr, I came here for a tennis class with the instructor Novak Djokovic" Muito educado, o segurança o conduziu até um vestiário bastante luxuoso, onde Berlocq encontrou tudo que precisava, além de massagistas, fisioterapeutas, enfim, uma equipe completa para atendê-lo.
Berlocq, ainda meio ressabiado, resolveu vestir aquele uniforme que estava pendurado no armário. "Bermuda xadrez?", se perguntou. Ah, o que é que tem? viu, então, uma bela bolsa, cheia de raquetes dentro. Resolveu pegar uma e começou a imitar os movimentos de um tenista diante do espelho. Isso. Agora um back-hand. Um pouco tímido, olhou para os lados e, ao se encher de coragem, ensaiou até uns gemidos. "Ãn, ãn, ãn..."
Carlos Berlocq parecia um garotinho vestido para o primeiro dia de aula, com aquela bermudinha xadrez, uma sacola (cheia de raquetes no lugar dos livros) e um boné branco. Lá fora, ele ouvia alguns gritos e aplausos. O que aconteceria? "Mr Berlocq?", alguém perguntou. "It's time". "All right", ele respondeu, tentando fazer um ar confiante.
Depois de atravessar um longo corredor, Berlocq pisou na arena e quase não acreditou no que via. Era um estádio imenso, com cerca de vinte mil pessoas nas arquibancadas, que olhavam para ele e aplaudiam, como quem aplaudiria um cristão que pisa nas areias do Coliseu. O que seria aquilo? Do outro lado de uma bela quadra de tênis, com seu piso azul, Berlocq avistou um sujeito vestido de preto, que o lembrou o Steve Vai naquele filme "A encruzilhada". Seria o diabo?
Seria, Berlocq. Seria. Um pouco tímido, Berlocq começou os aquecimentos. Até que ele mostrou um certo manejo da raquete. Mr Djokovic, então, fez um sinal, como se fosse o imperador de Roma, e rufaram-se os tambores. "Let's begin".
Começou a partida, ou melhor, a aula, no Arthur Ashe Stadium. E a promessa do cartaz fora cumprida à risca. Uma hora e meia depois, Carlos Berlocq havia recebido uma aula de tênis como jamais receberá: 6-0; 6-0; 6-2. Precisa falar sobre o jogo?
Brasileiros e brasileirinhas em ação
Hoje temos, em quadra, o jogo do Rogerinho contra Alex Bogomolov Jr. É pedreira, mas, como diria Obama: "Yes, we can". O jogo será na quadra 17, depois do jogo do Wawrinka, chuto que lá pelas 16h, horário de Brasília.
A melhor dupla do Brasil, Bruno Soares e Marcelo Melo, enfrenta a dupla britânica Jamie Delgado e Jonathan Marray, no primeiro jogo da quadra 11, por volta do meio-dia, horário de Brasília.
Também no primeiro jogo da quadra 15, meio-dia, portanto, Franco Ferreiro, ao lado do português Rui Machado, tem uma pedreira pela frente. Eles enfrentam a dupla espanhola Marcel Granollers e Marc Lopez, cabeças-de-chave número 13 do torneio.
Por fim, as brasileirinhas Laura Pigossi e Beatriz Haddad estreiam no qualifying da categoria júnior do torneio de simples feminino do US Open. A Laura enfrenta a norte-americana Tristen Dewar e a Bia enfrenta a também norte-americana Natalia Maynetto. Força, meninas!
Destaques do dia
Hoje se fecha a segunda rodada da chave masculina do Us Open, se o tempo continuar colaborando. Temos fé que sim. Destaque para os seguintes jogos:
Chave feminina - já pela terceira rodada:
Vera Zvonareva vs. Anabel Medina Garrigues;
Maria Sharapova vs. Flavia Pennetta;
Samantha Stosur vs. Nadia Petrova.
Chave masculina:
Rafa Nadal vs. Nicolas Mahut;
Andy Roddick vs. Jack Sock;
John Isner vs. Robby Ginepri;
Andy Murray vs. Robin Haase;
Juan Martin Del Potro vs. Diego Junqueira;
David Ferrer vs. James Blake;
Ivan Ljubicic vs. David Nalbandian;
Juan Ignacio Chela vs. Steve Darcis.
Ou seja, tem muita coisa boa. Aos sortudos e aos desocupados que podem ficar na frente da telinha o dia inteiro, divirtam-se, porque tem tênis, praticamente, do meio-dia até pra lá de meia-noite, dependendo da duração dos jogos noturnos.
Em tempo
A aula do Nole sobre Berlocq me deixou tão atordoado que eu esqueci de comentar duas coisas importantes: primeiro, a surpreendente vitória de Juan Carlos Ferrero sobre Gael Monfils, no melhor jogo até agora do US Open 2011. Fico muito feliz ao ver o Ferrero jogando bem. Segundo, a surra que Marin Cilic deu em Bernard Tomic. Cilic, depois de despachar sem dó o novo queridinho do tênis norte-americano, Ryan Harrison, não tomou conhecimento do jovem australiano, a quem se esperava muito, após chegar às quartas-de-final em Wimbledon. Parabéns ao Cilic. Vida longa pra você (xi, mas agora ele pega o Federer...),
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Papo de Cozinha
A bolinha está esquentando no US Open. Hoje à tarde, dois cabeças-de-chave disseram adeus no masculino: Llodra tomou uma surra do ótimo tenista sul-africano Kevin Anderson e Radek Stepanek perdeu para o argentino Juan Monaco, tendo abandonado depois de perder os dois primeiros sets e ter o serviço quebrado no terceiro. Aliás, eu fui duramente criticado pelo cozinheiro do restaurante argentino aqui do lado de casa, ao dizer que Juan Monaco era um tenista "nível Saretta".
- Fique o senhor sabendo - ele me dizia, com forte sotaque e cara de poucos amigos - que Juan Monaco já foi 14º do ranking, tendo chegado perto do top ten. Ele é muito mais tenista que Flávio Saretta jamais soñou em ser.
Eu tentei argumentar que Juan Monaco já não era mais nenhum garoto e nunca tinha passado sequer das oitavas-de-final de um torneio Grand Slam (chegou nessa fase apenas duas vezes: em Roland Garros e no US Open de 2007, sua melhor temporada), mas o cozinheiro não quis nem escutar, dizendo que eu não entendia nada, buljufas, patabinas de tênis.
OK, vamos torcer para Juan Monaco chegar mais longe, eu disse, após tentar contemporizar, reconhecendo minha admiração pelo tênis argentino. Falando nisso, Del Potro deu mostras de que está plenamente recuperado de sua última contusão. Acho que ele pode surpreender e ir bem longe no torneio. "Ah, o Del Potro é un excelente tenista", concordou o cozinheiro.
Depois disso eu pedi um ojo de bife e uma garrafa de Malbec. Muito boa a comida. Elogiei efusivamente, mas logo, entre uma garfada e outra e um gole e outro, não resisti e perguntei o que havia acontecido com Gillermo Coria. O cozinheiro, que estava orgulhoso com a minha aprovação da qualidade da comida e da categoria de Del Potro, fez uma cara triste e disse, cabisbaixo: "Prefiro não falar desse triste assunto".
Saí de lá satisfeito e prometi: 1-nunca mais comparar Juan Monaco com Saretta; 2-nunca mais falar de Guillermo Coria; 3-voltar lá e experimentar "meu bife de chorizo, uma obra-prima, comparável apenas à categoria de um Roger Federer".
Quem sabe 2009 não se repete, quando Del Potro surpreendeu o mundo ao superar Federer naquela final antológica de US Open, "un dos días más felices de mi bida", exclamou Javier.
Não sei se isso se repetirá, mas eu repetirei minhas idas a esse restaurante várias e várias vezes.
Quase-Zebras em Flushing Meadows
Rapaz, eu escapei por um tiquinho de ter que me fantasiar de Carmen Miranda no próximo Carnaval. Dizia eu, do alto de minha pompa, do pedestal do Olimpo: é certeza que Bogomolov será o próximo adversário do Rogerinho, porque ele vai jogar contra o vento, um tal de Steve Johnson, convidado da organização, número quinhentos e lá vai pedrada do ranking. Inclusive, prometi fazer o tico-tico cá e o tico-tico lá, com frutas na cabeça e saia rodada no próximo Carnaval caso o "vento" ganhasse a partida.
E não é que o vento se transformou no furacão Irene? Primeiro set: Johnson 6-4; segundo set: Johnson 6-4, até que eu telefonei ao treinador do Bogomolov e disse: filhote, seu pupilo tá querendo me ver pelas costas. Na verdade eu disse: "Son, is your pupil trying to stab me in the back?" No que ele respondeu: "Take it easy, pall!!!!!!" A bronca deu certo e Bogomolov virou a partida, mesmo precisando se salvar em um tie-break da morte no quarto set.
Ufa, a zebra afroxou na hora agá. Eis que, na quadra treze, quase que uma zebra verde-e-amarela deu o ar de sua graça. Agora, sem sacanagem, parabéns ao Ricardo Mello pela excelente atuação contra o Gilles Simon. Parabéns mesmo.
Fora isso, a zebrinha só colocou o focinho no jogo do Murray, que quase perdeu o primeiro set, mas depois deslanchou e fez 3-0 em seu adversário. Também, no jogo da noite, Roddick teve que galopar forte para evitar problemas contra um Michael Russell bastante animado. Esse Michael Russell não é aquele que quase derrotou o Guga naquela partida memorável em Roland Garros? Penso que sim. Mas estou com preguiça de pesquisar e dei folga pra minha staff, porque esses incompetentes e nada é a mesma coisa.
A surpresa do dia fica para a surra que Nicolas Almagro, cabeça dez, levou do Benneteau.
Destques do dia
Hoje tem Federer vs. Dudi Sela (sem comentários, Bellucci, sem comentários...); tem o jogo da Serena contra a Michaella Krajicek; à noite os líderes do ranking entram em ação, com Caroline Wozniacki enfrentando Arantxa Rus e Novak "Nole" Djoko-Djokovic enfrentando o argentino Carlos Berlocq; também tem o jogo do Berdych, do Tsonga, do Bernard Tomic contra Marin Cilic (jogaço) e tem Brasil na quadra: olha que interessante, Franco Ferreiro, ao lado do português Rui Machado, estreia nas duplas contra Bogomolov (adversário de Rogerinho na simples) e Matthew Ebden; e a dupla brasileira Marcelo Melo e Bruno Soares (12) pega a dupla Steve Johnson (aquele mesmo, que eu chamei de vento e quase me apronta) e Denis Kudla.
Fica o meu recado aos brasileiros: Ferreiro, se puder, dê uma bolada na caixa de câmbio do Bogomolov; e, Melo e Soares, cuidado com o "vento".
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